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EU TE AMO

Postado por Lorena Vago / 18 de abril de 2017 / 0 Comentários

    Três palavras. Sete letras. 3×7 = 21. Sendo assim, temos vinte e uma possibilidades, certo? Errado! Que me perdoem os intelectuais, mas no campo do amor as chances são infinitas. Sem falar nas ‘trocentas’ sensações que ele acarreta. Posso citar as mais clássicas: frio na barriga, suor, tremor, perda da voz e por aí vai… ou fica, se a sua reação for ficar imóvel como uma estátua. A verdade é que, parado ou andando, todo mundo já ouviu e falou – ou até gritou – essa frase.

     Na maioria das vezes, ela é dita em momentos extremos ou marcantes. Aqueles que, ao serem lembrados, serão chamados de inesquecíveis. Como quando você descobre que está amando pela primeira vez. Quando olha para os seus pais e se reconhece. Quando gera outro ser. Quando confia em outro alguém. E quando se olha no espelho e gosta do que vê. Afinal, para conseguir amar o outro, é preciso se amar primeiro. Essa é a lei primordial dessa lógica sem muita lógica.

     Mas pode acontecer em momentos corriqueiros também. Como no café da manhã. Em uma caminhada na rua. Tomando banho de piscina. Assistindo TV. Por que não? Não existe uma regra. No amor, aliás, o que menos existe são regras. A gente só sente e ponto. Não importa a hora ou lugar para os amantes, importa apenas a verdadeira entrega. Da boca pra fora, jamais. Queremos da boca pra dentro, até alcançar o coração.

     Outra coisa que não aceitamos é que usem o nosso sentimento como moeda de troca. Eu te amo e você me ajuda a ganhar aquela vaga de emprego. Eu te amo e você aceita a ‘tomar chá’ comigo. Eu te amo e você perdoa aquela mancada. Isso pode ser bom para um, mas se não for para ambos, não vale a pena. Tem que ser lucrativo para os dois, três, quatro… Como diria a canção “consideramos justa toda forma de amor”, desde que os envolvidos estejam em comum acordo.

     No final das contas, queremos mesmo é dizer eu ‘te amo’ e escutar ‘eu te amo também’. Queremos respeitar e ganhar respeito de volta. Sem posse, sem disputa, sem mais, nem menos. Nesse jogo não existe um vencedor ou perdedor, mas sim o popular milagre da multiplicação, onde todo mundo sai (ou deveria sair) satisfeito, de barriga cheia.

    Só não pensem, por favor, que eu esteja puxando sardinha para o amor romântico dos contos de fada. Não é nada parecido com príncipe ou princesa e o seu felizes para sempre. Pelo contrário, quero chamar atenção para os cuidados do dia a dia, que são os mais difíceis, pois exigem tempo e dedicação. Tô falando daquelas atitudes que, muitas vezes, dizem muito mais que a famosa frase de três palavras.

     Enquanto eu escrevia essa crônica, por exemplo, o relógio – inimigo dos apaixonados – marcava mais de meia noite. O encanto havia sido desfeito (brincadeira). Foi quando um certo alguém me chamou no WhatsApp e disse:

 – Já tá tarde, você precisa descansar pra aguentar o dia amanhã.

– Uhum, não vou demorar… só mais alguns rabiscos e eu deito – respondi.

– Tudo bem, qualquer coisa tô aqui.

 E agora digo a vocês, se isso não é eu te amo, então eu não sei o que é.

Ilustração: Thais Melotti

assinatura Bruna

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lorenavago

Sou capixaba e fashionista incansável desde sempre. Hoje, além de me dedicar ao blog, atuo como assessora de imprensa, assino uma coluna semanal de moda e sou consultora de imagem.

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